SILÊNCIO
No silêncio percebo-me deitada em seu peito, na imensidão da sua ausência presente.
Pulsa meu espelho ao percebê-lo tão entregue e sem saída, com os medos que o assombram sem se permitirem revelar.
Seu corpo debruçado sobre as dores que insistem em se apossar de sua alma já rendida, entregue. Você, um desconhecido no qual me percebo. Estranhamente íntimo, como se universo já nos tivesse apresentado.
Um bocado de vida aprisionada no peito se negando a existir, percebo meus dias vividos nesse espaço sem lugar no Mundo.
Qualquer canto que liberte também aprisiona e nenhum canto nos solta a voz trancada, já rouca de tanto silêncio.
O silêncio. Esse buraco para onde vamos encontrar nossas vozes que gritam e ressoam passado, futuro, mas não nos permitem enxergar o presente. Ausentamos.
Seu corpo inerte repetindo as dores que um dia senti. Não consigo acessar.
Silêncio.
O dia cinza, as cores apagadas, gastas e você ausente, presente sem estar.
Me entrego, mas seu corpo não chega. O enorme vazio que lhe ocupa não cabe em meus espaços. Expande, mas não explode. Adormece.
Silêncio.
Pulsa meu espelho ao percebê-lo tão entregue e sem saída, com os medos que o assombram sem se permitirem revelar.
Seu corpo debruçado sobre as dores que insistem em se apossar de sua alma já rendida, entregue. Você, um desconhecido no qual me percebo. Estranhamente íntimo, como se universo já nos tivesse apresentado.
Um bocado de vida aprisionada no peito se negando a existir, percebo meus dias vividos nesse espaço sem lugar no Mundo.
Qualquer canto que liberte também aprisiona e nenhum canto nos solta a voz trancada, já rouca de tanto silêncio.
O silêncio. Esse buraco para onde vamos encontrar nossas vozes que gritam e ressoam passado, futuro, mas não nos permitem enxergar o presente. Ausentamos.
Seu corpo inerte repetindo as dores que um dia senti. Não consigo acessar.
Silêncio.
O dia cinza, as cores apagadas, gastas e você ausente, presente sem estar.
Me entrego, mas seu corpo não chega. O enorme vazio que lhe ocupa não cabe em meus espaços. Expande, mas não explode. Adormece.
Silêncio.
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