PALAVRAS E CANÇÕES
Tem gente que fala coisas de um jeito que a gente pensa: "por que não falei isso com essas palavras?"
Compositores, poetas e escritores costumam ser bons nisso. Tenho listas de pessoas que falam coisas que eu gostaria de ter dito exatamente daquele jeito, com aquelas palavras.
Tem livro que a gente não consegue ler em determinados momentos da vida, porque tocam e movimentam sentimentos tão profundos que a dor é demais para ser suportável. Passada a dor a leitura é como se fosse uma doce constatação de cada pedaço das cicatrizes que ficaram na alma, no coração da gente.
Tem música que faz a gente chorar e compreender emoções que pareciam nebulosas. Dão tapa na cara, amaciam, acalentam, acarinham.
Sempre gostei de brincar com as palavras de um compositor juntando trechos de varias canções de mesma autoria formando novas propostas. A história de cada canção nos leva a um universo nem sempre imaginável pra quem a escuta, pronta, produzida, mixada.
Primeiro dia do ano e cá estou eu, tocada com as canções de um velho amigo muito querido que sempre falou em suas canções as coisas e do jeito que eu queria dizer. Paulinho Moska consegue me fazer rir, chorar, dançar sozinha na sala e parar. Parar o tempo para apenas ouvir e contemplar sua sonoridade, suas palavras cantadas.
Em minhas melhores lembranças estão noites em quartos de hotéis por aí, cheios de amigos e uma embriagues de tanta vida que não nos dávamos conta de tanta riqueza artística tinha ali reunida. Brincadeiras que depois viraram canções que foram cantadas por aí, nas novelas, nas rádios, pelo público dos palcos dessa vida louca de quem vive na estrada pra levar alegria para o mundo. Em minhas melhores lembranças mora o Moska. Nessas noites infindáveis e os papos sobre o que andávamos ouvindo de música pelo mundo, nossa paixão pela Björk e sua última canção filosofando sobre a vida, sobre nossos amores. Aqueles olhos azuis que enchiam de paixão qualquer lugar por onde ele passasse. Eita moço cheio de vida.
Se juntar frases de suas canções posso contar minha vida, de um jeito que, eu mesma não tenho palavras para eu mesma descrever. Porque me olho e vejo reconheço: sou um móbile solto num furação! Sou camaleoa.
Procurei minha alma perdida no corpo não sei de quem e tive que ficar sozinha até achar que estar sozinha é achar que tem alguém.
Aproveito minha solidão para curar cada ferida e, então, nunca mais solidão.
Hoje acordei de madrugada e já pensando na batucada nem olhei para trás. Não vou voltar atrás. Porque o chão sumiu a cada passo que eu dei.
Então, andei.
(jan/2018)
Compositores, poetas e escritores costumam ser bons nisso. Tenho listas de pessoas que falam coisas que eu gostaria de ter dito exatamente daquele jeito, com aquelas palavras.
Tem livro que a gente não consegue ler em determinados momentos da vida, porque tocam e movimentam sentimentos tão profundos que a dor é demais para ser suportável. Passada a dor a leitura é como se fosse uma doce constatação de cada pedaço das cicatrizes que ficaram na alma, no coração da gente.
Tem música que faz a gente chorar e compreender emoções que pareciam nebulosas. Dão tapa na cara, amaciam, acalentam, acarinham.
Sempre gostei de brincar com as palavras de um compositor juntando trechos de varias canções de mesma autoria formando novas propostas. A história de cada canção nos leva a um universo nem sempre imaginável pra quem a escuta, pronta, produzida, mixada.
Primeiro dia do ano e cá estou eu, tocada com as canções de um velho amigo muito querido que sempre falou em suas canções as coisas e do jeito que eu queria dizer. Paulinho Moska consegue me fazer rir, chorar, dançar sozinha na sala e parar. Parar o tempo para apenas ouvir e contemplar sua sonoridade, suas palavras cantadas.
Em minhas melhores lembranças estão noites em quartos de hotéis por aí, cheios de amigos e uma embriagues de tanta vida que não nos dávamos conta de tanta riqueza artística tinha ali reunida. Brincadeiras que depois viraram canções que foram cantadas por aí, nas novelas, nas rádios, pelo público dos palcos dessa vida louca de quem vive na estrada pra levar alegria para o mundo. Em minhas melhores lembranças mora o Moska. Nessas noites infindáveis e os papos sobre o que andávamos ouvindo de música pelo mundo, nossa paixão pela Björk e sua última canção filosofando sobre a vida, sobre nossos amores. Aqueles olhos azuis que enchiam de paixão qualquer lugar por onde ele passasse. Eita moço cheio de vida.
Se juntar frases de suas canções posso contar minha vida, de um jeito que, eu mesma não tenho palavras para eu mesma descrever. Porque me olho e vejo reconheço: sou um móbile solto num furação! Sou camaleoa.
Procurei minha alma perdida no corpo não sei de quem e tive que ficar sozinha até achar que estar sozinha é achar que tem alguém.
Aproveito minha solidão para curar cada ferida e, então, nunca mais solidão.
Hoje acordei de madrugada e já pensando na batucada nem olhei para trás. Não vou voltar atrás. Porque o chão sumiu a cada passo que eu dei.
Então, andei.
(jan/2018)
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