TUDO NOVO DE NOVO
Últimas horas de um ano difícil.
Ouço fogos, música, pessoas falando, taças batendo...Ouço meus sons internos, leves, agradecimentos, contemplações, gratitute.
Tudo novo. Até o que era velho morre pra que o novo possa entrar.
Nada será com antes.
Chove lá fora.
Exercito minha consciência para que se despeça das dores e leve consigo todos os aprendizados. Foram muitos. Uma libertação profunda tomou conta de mim. Entreguei-me a Liberdade como nem mais lembrava que podia.
Um bom vinho me acompanha, minhas canetas, meu bloco de desenho, um vinil ganho no Natal de 82 na vitrola embala a noite solitária. Profundamente solitária. Inteira.
Uma profunda solitude recebe o novo ano, em estado de contemplação de cada broto. O velho morre para que o novo germine. Estou pronta.
Novo desenho.
Sonho tranquilo e ele vem me abençoar. Vem me dizer que está orgulhoso por me ver assim, fortalecida, enfrentando, tomando minha vida de volta e aberta para novas aventuras. Profundas. Grandiosas. Libertadoras.
Acordo cheia de vida, renovada. Morri e germinei.
Café da manhã no jardim, a rega das plantas e a contemplação de cada broto que minhas mãos ajudaram a plantar, semear... começo a colher.
A porta bate e cá estou eu, primeiro dia do ano, presa para fora da minha própria casa, mas ainda dentro dela. No jardim, espaço que me acolhe, me protege, me recria.
"Chame um chaveiro", "Quer ajuda", "Nossa, e agora"...
Vou resolver.
Paro. Uso a pouca bateria que tenho no celular para fotografar as delicadezas que o novo dia me presenteia. Segunda-feira. Ano novo.
Sento e rio. Na vitrola, lá dentro tocando com o chiado de um vinil antigo Happy Xmas. "Another year over. And a new one just begun"
Posso colher manjericão e preparar um bom pesto. Assim que conseguir entrar, claro. Acho que é melhor pegar a tesoura de corte para não machucar o manjericão, que tão lindo perfuma a janela do quarto. Vejo uma marreta. Penso na porta. Lembro que é de vidro. "Vou começar o ano arrebentando a porta?" Penso: "nada pode ser mais libertador!" lá vou eu!
Destroços de vidro para todo lado. Uma enorme sensação de que comecei o ano rompendo barreiras.
Entrei.
Salve 2018, cheguei inteira!
(jan/2018)
Ouço fogos, música, pessoas falando, taças batendo...Ouço meus sons internos, leves, agradecimentos, contemplações, gratitute.
Tudo novo. Até o que era velho morre pra que o novo possa entrar.
Nada será com antes.
Chove lá fora.
Exercito minha consciência para que se despeça das dores e leve consigo todos os aprendizados. Foram muitos. Uma libertação profunda tomou conta de mim. Entreguei-me a Liberdade como nem mais lembrava que podia.
Um bom vinho me acompanha, minhas canetas, meu bloco de desenho, um vinil ganho no Natal de 82 na vitrola embala a noite solitária. Profundamente solitária. Inteira.
Uma profunda solitude recebe o novo ano, em estado de contemplação de cada broto. O velho morre para que o novo germine. Estou pronta.
Novo desenho.
Sonho tranquilo e ele vem me abençoar. Vem me dizer que está orgulhoso por me ver assim, fortalecida, enfrentando, tomando minha vida de volta e aberta para novas aventuras. Profundas. Grandiosas. Libertadoras.
Acordo cheia de vida, renovada. Morri e germinei.
Café da manhã no jardim, a rega das plantas e a contemplação de cada broto que minhas mãos ajudaram a plantar, semear... começo a colher.
A porta bate e cá estou eu, primeiro dia do ano, presa para fora da minha própria casa, mas ainda dentro dela. No jardim, espaço que me acolhe, me protege, me recria.
"Chame um chaveiro", "Quer ajuda", "Nossa, e agora"...
Vou resolver.
Paro. Uso a pouca bateria que tenho no celular para fotografar as delicadezas que o novo dia me presenteia. Segunda-feira. Ano novo.
Sento e rio. Na vitrola, lá dentro tocando com o chiado de um vinil antigo Happy Xmas. "Another year over. And a new one just begun"
Posso colher manjericão e preparar um bom pesto. Assim que conseguir entrar, claro. Acho que é melhor pegar a tesoura de corte para não machucar o manjericão, que tão lindo perfuma a janela do quarto. Vejo uma marreta. Penso na porta. Lembro que é de vidro. "Vou começar o ano arrebentando a porta?" Penso: "nada pode ser mais libertador!" lá vou eu!
Destroços de vidro para todo lado. Uma enorme sensação de que comecei o ano rompendo barreiras.
Entrei.
Salve 2018, cheguei inteira!
(jan/2018)
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